10/05/2010 10:16:20

Brasil terá 500 cidades digitais até 2014

Fonte - Site AdNews

O lançamento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) irá quadruplicar o número de cidades digitais no país, de acordo com o futuro presidente da Telebrás, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna.

Atualmente, o Brasil possui um total de 122 cidades digitais, e espera-se que esse número salte para 500 até 2014. Além disso, as cidades já em funcionamento serão potencializadas pelo programa. Caso a meta seja atendida, cerca de 9% dos municípios brasileiros serão beneficiados.

“Posso dizer que triplica ou quadruplica. Esse estudo não foi feito, mas, pela tendência natural, é de se esperar que se possa colocar pelo menos 160 cidades novas por ano. Hoje temos 122, e esperamos ter mais umas 500 cidades até 2014 tranquilamente, num número conservador”, afirmou Santanna, em entrevista ao G1.

As cidades que são nomeadas como “digitais” recebem uma interação de serviços públicos e disponibilizam banda larga à população. Um bom exemplo de como funciona esse esquema foi o que aconteceu com Piraí, no Rio de Janeiro. Depois de começar um programa que oferece acesso à internet sem custos aos moradores e integrar seus serviços municipais em rede sem fio, a cidade obteve uma melhora nos índices socioeconômicos.

“Com o plano vai ter tantas cidades [interessadas] que a gente não vai nem ter dinheiro para financiar. E também as próprias cidades vão tomar essa iniciativa, delas mesmas construírem cidades digitais, porque vão comprar banda mais barata”, disse Santanna.

Para o secretário, estas cidades digitais são um projeto lucrativo. “As prefeituras, mesmo sem subsídio do governo, têm interesse em construir cidades digitais. A prefeitura, se quiser, pega o dinheiro emprestado do BNDES, moderniza a cidade, arrecada mais impostos e retorna o dinheiro para o caixa. Só com a economia administrativa com telefone na prefeitura paga [o custo da construção da cidade digital]”, afirmou.

São vários fatores que determinam os custos para se desenvolver uma cidade digital, como tamanho da cidade, tipo de equipamento utilizado, topografia do município, número de habitantes etc. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) tem uma linha de crédito exclusiva para o financiamento de cidades digitais. Porém, o valor desse empréstimo é limitado a R$ 60 milhões.

O BNDES trabalha com um prazo de oito anos nesse financiamento, e oferece uma cobertura de até 100% em equipamentos nacionais. Do valor, até 35% podem ser destinados à tecnologia da informação.

De 1998 a março deste ano foram aprovados R$ 872 milhões pelo programa do banco. Com a implementação do PNBL, a expectativa, segundo Santanna, é que os recursos disponíveis para esse tipo de financiamento aumentem.

O Plano

O Plano Nacional de Banda Larga foi lançado oficialmente no dia 5 deste mês. Em discussão desde o ano passado, o PNBL tem como objetivo universalizar a internet rápida no país e, para isso, contará com dois pacotes acessíveis no mercado: de R$ 15 e R$ 35.

A divisão dos dois pacotes funcionará da seguinte maneira: o mais barato, de R$ 15, será um plano com incentivos, terá velocidade de até 512 kbps (quilobits por segundo) e uma cota limitada de downloads. O segundo, de R$ 35, será um pouco mais robusto, com velocidade entre 512 e 784 kbps.

O modelo escolhido pelo governo para organizar a distribuição desse serviço prevê uma parceria entre o Estado e empresas privadas, e terá como gestor (ou “espinha dorsal”) a Telecomunicações Brasileiras S.A (Telebrás).

A estatal será responsável pela implementação da rede privativa de comunicação da Administração Pública Federal; prestar apoio e suporte a políticas públicas de conexão à internet em banda larga em diversos setores de interesse público como universidades, centros de pesquisa, postos de atendimento etc. Ficará a cargo da Telebrás, também, prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas, Estados, DF, Municípios e entidades sem fins lucrativos; e prestar serviço de conexão à internet em banda larga para usuários finais, apenas e tão somente em localidades onde inexista oferta adequada daqueles serviços.