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Lézio Junior leva pela segunda vez o Salão de Humor de Piracicaba
Fonte - Site Diário da RegiãoOs mandos e desmandos e os reflexos mundiais das ações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, transformaram-se emmatéria-prima e combustível para a criatividade e o talento do caricaturista e chargista do Diário da Região, Lézio Júnior. Foi injetando humor na figura carrancuda de Chávez que ele foi premiado ontem à noite no Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Lézio venceu na categoria caricatura, no salão que este ano completa 37 anos de história e carrega o título de um dos mais importantes eventos de humor do País, fama que atrai muitos artistas de fora - este ano, o salão de Piracicaba recebeu trabalhos de 51 países. Ao todo, foram inscritos 1.752 trabalhos de 613 autores. Um júri escolheu 275 trabalhos de 173 artistas. Só na categoria que Lézio concorreu - a terceira mais disputada foram54 trabalhos selecionados. O caricaturista trabalhou três dias com pincel e tinta acrílica sobre papel cartão para construir a imagem de Chávez. Apesar deste ano o evento ter um categoria que aceitava trabalhos digitais, Lézio preferiu fazer tudo à mão. Só na pintura ele gastou aproximadamente sete horas. “Trabalhos pintados à mão causamumimpacto maior.” E o resultado agradou artista e júri. “Gostei muito de fazer e também do resultado final. Achei que ficou comharmonia, equilíbrio.” O artista conta quais critérios nortearam a escolha pelo estadista venezuelano. “Chávez é uma figura que está na mídia, tem impacto internacional. Dessa forma, as pessoas entendem o que você quer mostrar. Em um salão internacional, não adianta optar por uma imagemregional.” Lézio afirma que desde os 16 anos participa do salão de humor. Para ele, ser premiado emumevento tão tradicional é especial. “Grandes artistas já passarampor lá, Ziraldo, Angeli, Laerte, Paulo Caruso. Vencer em Piracicaba é uma vitrine muito boa, nacional e internacional.” Em 2004, Lézio levou o prêmio de melhor cartumda mostra e, em 2007, ficou em segundo lugar na mesma modalidade. O Salão Internacional de Humor de Piracicaba foi criado em 1974 por iniciativa de jornalistas e intelectuais daquele município. A intenção era criar um espaço onde profissionais de artes gráficas pudessemter liberdade para se expressar. Aprimeira edição do evento teve apoio da prefeitura da cidade e de editores do jornal “OPasquim”. Na exposição estavamtrabalhos de Jaguar, Millôr Fernandes, Ziraldo, entre outros. No ano seguinte, o evento ficou conhecido internacionalmente e contou coma participação do artista francês Claude Moliterni, responsável pela Revista Phénix, uma das mais importantes publicações de cartuns da Europa. O número de inscrições deste ano foi 39% maior em relação a 2009. “Procuramos enviar o regulamento para associações e novos cartunistas”, afirma o diretor do Centro Nacional de Humor Gráfico de Piracicaba (instituição que realiza o salão), Eduardo Grosso. Ele acredita que a categoria vanguarda, que aceitou apenas trabalhos inscritos pela internet e comtema meio ambiente, também fez crescer as inscrições, emespecial internacionais. Alémda exposição, o salão conta comlançamentos de obras, entre elas está a do ilustrador Orlandeli, tambémdo Diário. Ele lança umlivro que reúne as tirinha do “(Sic)”. Olançamento foi feito no salão porque “(Sic)”, além de ter sido criado para competir em Piracicaba, faturou o primeiro lugar em 2008. Orlandeli integrou o júri de seleção do salão este ano. Já o júri de premiação teve como nomes o colombiano Omar Figueiroa Turcios e Luís Humberto Marcos, diretor do PortoCartoon, de Portugal. O Salão de Humor de Piracicaba foi aberto ontemao público e pode ser visto até o dia 17 de outubro. A exposição acontece no Parque do Engenho Central, em Piracicaba.