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Cesta dá destaque a itens em supermercados
Fonte - Site PEGN
Todo supermercado quer chamar a atenção do cliente para liquidações ou lançamentos. De olho na necessidade que os estabelecimentos têm de destacar esses itens, o publicitário catarinense Giovani Molozzi, 35 anos, desenvolveu uma solução inovadora: um expositor móvel e expansível para gôndolas de supermercados.
A Promocesta foi desenvolvida para colocar o foco no produto, dispondo-o alguns centímetros para fora da prateleira, com um lugar próprio para o preço do item. “A intenção é fazer o cliente olhar os produtos em destaque, as promoções e os lançamentos logo que entra no corredor do supermercado”, afirma Molozzi. As cestas são feitas sob encomenda e podem ser personalizadas com o logotipo da marca solicitante. Formatos, tamanhos e cores também podem ser alterados de acordo com a necessidade do cliente.
As metragens do suporte são calculadas com base no tamanho e no peso dos produtos expostos. Todas as peças têm uma estrutura expansível, permitindo que o lojista adapte a Promocesta a vários tipos de artigo. As cestas têm modelos que variam de 9 cm a 16 cm, de 16 cm a 30 cm, de 32 cm a 62 cm e de 75 cm a 1,5 m (o tamanho de uma gôndola inteira).
A empresa, chamada Promocesta do Brasil Ltda., foi criada em agosto por Molozzi e seu sócio, Marcelo Negri, para produzir o suporte e desenvolver outras soluções para supermercados. Os empresários já registraram três patentes industriais: o registro da marca e das duas funções (exposição dos produtos e exposição dos preços). A produção é terceirizada, e a empresa tem quatro funcionários que atuam na administração do negócio. Molozzi já conta com representantes comerciais em nove estados. “Como a Promocesta resolve um problema que todos os supermercados têm há muito tempo, existe uma curiosidade grande em saber como o suporte funciona”, diz.
Para atingir novos mercados, os empresários programaram ações de marketing e participação em eventos, como a feira Mercosuper, que vai acontecer em abril de 2011 no Paraná, e uma campanha de publicidade nacional. “Temos um mercado potencial de 75 mil supermercados”, afirma Molozzi.
O negócio foi iniciado com um investimento de R$ 18 mil, usados para a compra de peças, embalagens, materiais de gráfica e registros de patente. Mensalmente, a empresa tem um volume de vendas de 1.750 unidades, totalizando um faturamento de R$ 183 mil mensais. A partir de outubro Molozzi, prevê um representante a mais por mês – o que equivale a um crescimento mensal de 15%. As cestas podem custar até R$ 320 cada uma
Bem-estar é o novo luxo
Fonte - Site Folha de São Paulo - Equilíbrio e SaúdeO sociólogo francês Gilles Lipovetsky, 66, tornou-se popular por escolher o consumo, a moda e o luxo como objetos de estudo. De jeans e sandálias, o autor de "A Felicidade Paradoxal" e "O Império do Efêmero" recebeu a reportagem na cobertura de um prédio na zona sul de São Paulo, onde foi hospedado.
Na cidade para um fórum mundial de turismo, Lipovetsky veio falar sobre o "consumo de experiência". Abaixo, fala também da obsessão pela saúde e afirma: bem-estar é o novo luxo.
Folha - O que é "consumo de experiência"?
Gilles Lipovetsky - Vai além dos produtos que podem me trazer esse ou aquele conforto, ou me identificar com essa ou aquela classe. As razões para escolher um celular, hoje, vão além das especificações. Queremos ouvir música, tirar fotos, receber e-mails, jogar. Ter vivências, sensações, prazeres. É um consumo emocional.
Então, o que é o luxo, hoje?
O luxo, apesar de ainda existir na forma tradicional, também está mudando.
Quando buscamos um hotel de luxo hoje, não queremos torneiras de ouro, lustres. O luxo está nas experiências de bem-estar que o lugar pode oferecer. Spa, sala de ginástica, serviço de massagem. O bem-estar é o novo luxo.
Como consumir bem-estar?
Nos anos 60 e 70, quando o consumo de massa possibilitou que famílias de classe média se equipassem com produtos, o bem-estar ainda era medido em termos de quantidade. Hoje, o que está na cabeça das pessoas é o bem-estar qualitativo: a tal qualidade de vida. O que inclui a qualidade estética.
Qual a relação entre busca de bem-estar e uma sociedade mais e mais "medicalizada"?
A obsessão com a saúde e a prevenção é o lado obscuro do hiperconsumismo, gerador de ansiedade quase higienista. A quantidade de informação disponível torna o consumo complicado. Na alimentação, os consumidores estão ávidos pela leitura dos rótulos: quais são os ingredientes, de onde vêm, podem causar câncer, engordar? Há 40 anos, íamos ao médico uma vez por ano, se muito. Hoje, um indivíduo faz até dez consultas por ano. O consumo de exames, para nos fazer sentir "seguros", cresce exponencialmente. Sintoma do hiperconsumismo: queremos comprar nossa saúde.
Como vê as campanhas contra o cigarro e a obesidade?
O hiperconsumidor está preso num emaranhado de informações e ele tem muitas regras a seguir. Parar de fumar faz parte da lógica da prevenção. É um sacrifício do presente em prol do futuro. No hiperindividualismo, a gestão do corpo é central. Esse autogerenciamento permanente explica, também, a onda do emagrecimento.
Expor-se ao sol é arriscado, mas é considerado bonito ter a pele bronzeada. Privar-se de comer é privar-se do prazer. É um paradoxo que todos vivem e, por isso, no caso dessas mulheres subjugadas ao terrorismo da magreza, elas sentem culpa. As regras são contraditórias.
Qual é a saída para toda essa ansiedade?
As compras. Antes as pessoas iam à missa, agora elas vão ao shopping center. Comprar, ir ao shopping, viajar -são as terapias modernas para depressão, tristeza, solidão. Você pode comprar "terapias de desenvolvimento pessoal". Um fim de semana zen, um pacote de massagens. Todas as esferas de vida estão subjugadas à lógica do mercado.
Por que as pessoas não se sentem felizes?
O hiperindividualismo aparece quando nossa sociedade nega as instituições da coletividade. A religião, a comunidade, a política. Os deuses são os homens. O indivíduo é um agente autônomo que deve gerenciar a própria existência. Esse indivíduo pode fazer escolhas privadas -que profissão fazer, com quem se casar, o que comprar- mas está submetido às regras da globalização econômica de eficácia, de produtividade, juventude, consumo. O acesso ao conforto material, enquanto sociedade, não nos aproximou da felicidade. Há tanta ansiedade, tanto estresse, tanta angústia e tanto medo que a abundância não consegue proporcionar um sentimento de completude.
Consumimos para esquecer?
Também. Mas há um outro lado. Desenvolvemos o que eu chamei de "don juanismo" [ele cita o personagem "Don Juan", da ópera de Mozart, que "conheceu" 1.003 mulheres]. Todos nos transformamos em Dons Juans. Somos todos colecionadores de experiências. Temos medo que a vida passe ao largo. Existe um senso comum que nos diz que se não tivermos vivido tal ou tal experiência, teremos perdido nossa vida. É uma luta contra o tédio, uma busca incansável e viciada pela novidade, pela fuga da rotina.
IZABELA MOI
EDITORA-ASSISTENTE DA ILUSTRÍSSIMA
Mercado cresce 30% no primeiro semestre
Fonte - Meio & Mensagem
O faturamento da mídia com venda de espaço comercial cresceu 30% entre janeiro e junho de 2010, em relação a igual período do ano passado, segundo o Projeto Inter-Meios. O estudo se baseia em informações dos próprios veículos e abrange cerca de 90% dos investimentos em mídia feitos no País. Calculando-se os 10% faltantes e adicionando-se as verbas aplicadas na produção das peças veiculadas, o total do bolo publicitário chegou a R$ 17,2 bilhões no semestre. O destaque é a TV aberta, cujo faturamento cresceu 37,6% no período, chegando a R$ 8 bilhões. Com isso, o meio alcança inéditos 64% de participação no total do investimento publicitário.
Intenção de consumo das famílias cresce 0,6% em setembro
http://economia.estadao.com.br/noticiasSegundo pesquisa, as famílias mais pobres estão mais otimistas quanto às expectativas de consumo
RIO - A intenção de consumo das famílias brasileiras cresceu 0,6% em setembro, atingindo 135,2 pontos, segundo mostra a Pesquisa Nacional de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-Nacional), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) nesta quinta-feira, 16. É o quinto mês consecutivo de alta do índice.
No acumulado do terceiro trimestre, a intenção de consumo aumentou 1,7% em relação ao segundo trimestre, mas caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2010.
Segundo o documento de divulgação da pesquisa, as famílias mais pobres estão mais otimistas com suas intenções de consumo (alta de 0,8% no índice de setembro) do que as famílias mais ricas (queda de 0,8% no mês). No que diz respeito aos indicadores regionais, o destaque do mês foi o Nordeste (+2,0% de alta no índice em setembro), responsável por 50% da alta do ICF no mês. "Os resultados revelam uma elevada satisfação das famílias em relação às suas condições de consumo atuais", observam os economistas da CNC no documento.
Por sua vez, apesar da intenção de consumir mais, houve aumento na inadimplência e no endividamento dos consumidores. Segundo o documento de divulgação, "a sustentação da confiança dos consumidores em patamares elevados e o reaquecimento do consumo do terceiro trimestre tiveram reflexos no aumento do endividamento e da inadimplência em setembro". O porcentual das famílias endividadas subiu de 59,1% em agosto para 59,2% em setembro. Destas, 9,0% disseram, em setembro, que não terão condições de pagar suas dívidas, ante 8,8% em agosto.
Os números de endividamento são parte da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-Nacional), também divulgada há pouco. O estudo mostra que 4,2% das famílias endividadas com renda superior a 10 salários mínimos não terão condições de quitar suas dívidas, segundo o levantamento de setembro, ante 2,9% na pesquisa de agosto. O cartão de crédito é o principal tipo de dívida para 71,5% das famílias endividadas, seguido pelos carnês (24,6%) e pelo crédito pessoal (10,7%).
Jacqueline Farid, da Agência Estado
ZTE desenvolve celular para idosos
Fonte - Site AdNews
O primeiro celular desenvolvido pela ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações, especialmente para o público idoso já está disponível em vários pontos de venda do Rio de Janeiro. O S302 é um aparelho com modelo básico que acompanha a mudança da expectativa de vida no Brasil e oferece ao crescente público da terceira idade a inclusão tecnológica.
As teclas grandes e bem iluminadas do S302 garantem aos idosos maior autonomia e independência na hora de digitar um número de telefone. Suas configurações incluem ainda facilitadores de manuseio, como o sistema de áudio que permite uma pré-configuração do volume do aparelho.
A ZTE projetou um aparelho com funções simplificadas com fácil acesso ao rádio FM, bateria com duração de até 10 dias em stand by e botões práticos na lateral que acessam o rádio e a laterna LED de alta iluminação. “O ZTE S302 é o celular focado no crescente perfil de consumidores que prezam pela utilização prática e não fazem muita questão de funções modernas e mais complexas, como webcam, acesso a Internet e bluetooth”, ressalta o diretor de terminais da ZTE no Brasil, Bernardo Weisz.
Tecla SOS
O S302 está equipado também com teclas de discagem rápida para amigos e parentes e uma característica de destaque: a Tecla SOS. O novo botão foi acoplado na parte de trás do telefone para ser utilizada em caso de emergência. Quando o usuário aperta a tecla durante três segundos, o aparelho liga automaticamente para até quatro números pré-definidos, um por um, até que um deles atenda. Quando alguém em um desses números atende ao telefone, o viva-voz começa a funcionar automaticamente. Esta função importante também envia uma mensagem de texto de emergência para todos os quatro números pré-configurados.
TVs abertas perdem audiência
Fonte - Site AdNewsEm agosto, as quatro principais emissoras de TV experimentaram queda nacional de audiência. Segundo informação de Lauro Jardim, da coluna Radar On-Line, a Globo tinha 18,6 em julho e passou para 17,8, entre sete da manhã e meia noite. A Record caiu de 7,5 pontos para sete, enquanto o SBT teve ligeira queda de 5,9 para 5,7 pontos. A Band caiu de 2,6 para 2,2. Somente a RedeTV! manteve os índices de julho com 1,2 ponto.
Uso excessivo de dispositivos digitais pode causar fadiga cerebral
Fonte - Site G1É uma hora da tarde numa quinta-feira e Dianne Bates, de 40 anos, alterna três telas. Ela ouve algumas músicas no iPod, digita um e-mail rápido em seu iPhone e volta sua atenção à TV de alta definição. Apenas mais um dia na academia de ginástica.
Enquanto Dianne faz tudo isso, ela também movimenta suas pernas rapidamente numa máquina de step, numa academia no centro da cidade. Ela não está sozinha. Em academias e qualquer outro lugar, as pessoas usam celulares e outros dispositivos eletrônicos para fazer de tudo – e como um confiável antídoto contra o tédio.
Os telefones celulares, que nos últimos anos se tornaram computadores completos com conexões com a internet de alta velocidade, permitem que as pessoas aliviem o tédio dos exercícios, a fila do supermercado, semáforos fechados ou pausas na conversa do jantar.
A tecnologia deixa a menor janela de tempo divertida, e potencialmente produtiva. Mas cientistas apontam a um efeito colateral inesperado: quando as pessoas mantêm seus cérebros ocupados com dados digitais, estão perdendo um tempo de inatividade que poderia fazer com que elas aprendessem melhor e se lembrassem de informações, ou pensassem em ideias novas.
Em vez de termos longas pausas relaxantes, como uma conversa de duas horas no almoço, ficamos com inúmeros desses micromomentos"
Sebastien de Halleux, empresário do ramo de games
Na Universidade da Califórnia, em São Francisco, cientistas descobriram que quando os ratos passam por uma experiência nova, como explorar uma área desconhecida, seus cérebros mostram novos padrões de atividade. É somente fazendo uma pausa na exploração, porém, que eles processam esses padrões de maneira a criar uma memória persistente da experiência.
“Quase com certeza, o tempo de inatividade deixa o cérebro repassar as experiências, solidificá-las e transformá-las em memórias permanentes em longo prazo”, diz Loren Frank, professor-assistente do departamento de fisiologia da universidade, onde se especializa em aprendizado e memória. Ele declarou acreditar que, quando o cérebro é constantemente estimulado, “você interrompe esse processo de aprendizado”.
Na Universidade de Michigan, um estudo descobriu que as pessoas aprendiam significativamente melhor após uma caminhada na natureza do que num denso ambiente urbano, sugerindo que processar um bombardeio de informações deixa as pessoas fatigadas.
Os fabricantes de jogos de hoje estão tentando preencher pequenos pedaços de tempo livre, segundo Sebastien de Halleux, co-fundador da PlayFish, uma empresa de games pertencente à gigante industrial Electronic Arts. “Em vez de termos longas pausas relaxantes, como uma conversa de duas horas no almoço, ficamos com inúmeros desses micromomentos”, teorizou. Os fabricantes de jogos como a Electronic Arts, diz ele, “reinventaram a experiência do jogo para encaixá-la em micromomentos”.